CEO do laboratório Theranos, que prometia revolução em exames de sangue, é acusada de fraude. Relembre.

CEO do laboratório Theranos, que prometia revolução em exames de sangue, é acusada de fraude. Relembre.

Em 2003, Elizabeth Holmes, uma jovem de apenas 19 anos, fundou o tão famoso e "supostamente” revolucionário laboratório Theranos.

Seu grande objetivo na época era desenvolver um dispositivo de análise de sangue (denominado Edison) super inovador, capaz de diagnosticar com apenas algumas gotas de sangue 30 doenças, inclusive patologias oncológicas.

As promessas feitas ao longo do tempo fizeram essa jovem, considerada precoce e uma audaciosa empreendedora, ser descrita como a "Steve Jobs” da área da saúde.

Um verdadeiro elogio que só contribuiu para que ela ascendesse cada vez mais em sua carreira e aumentasse consideravelmente a sua fortuna.

Em 2014, sua fortuna pessoal foi avaliada em nada mais nada menos que 4,5 milhões de dólares, o que a fez entrar para a lista das 400 pessoas mais ricas dos Estados Unidos, sendo a única mulher com menos de 30 anos citada.

Contudo, no ano seguinte uma reportagem do Wall Street Journal trouxe à tona a fraude que envolvia o nome e a reputação da até então respeitada fundadora do laboratório Theranos.

Diversos dos seus antigos funcionários concederam entrevista ao diário norte-americano, afirmando que todos os testes apresentados tinham sido falsificados: eram utilizados dispositivos comercializados por laboratórios diagnósticos concorrentes e não o suposto Edison.

Após notificação, o laboratório Theranos foi proibido de conduzir análises clínicas pelo órgão de autoridade do medicamento e da segurança alimentar norte-americana, o FDA.

No início, a empresa tentou se defender das acusações, mas acabou desistindo, ficando então Holmes impedida de gerir quaisquer centros de análises por tempo indeterminado.

Mas a grande derrocada da fundadora do laboratório Theranos veio no mês passado, onde ela foi acusada de defraudar investidores em 700 milhões de dólares entre 2013 e 2015.

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA concluiu que Holmes e a Theranos agiram de má fé, fazendo seus investidores acreditarem que a tecnologia oferecida era revolucionária, no entanto a mesma se revelou falsa.

A fundadora do laboratório Theranos foi afastada do seu cargo de diretora dentro da empresa e arcará com uma multa equivalente a 500 mil dólares.

Além disso, será obrigada a devolver 18,9 milhões de dólares em ações da Theranos, arrecadadas ao longo dos últimos anos.

De acordo com Guardian, Elizabeth Holmes aceitou formalmente a acusação direcionada a ela, obrigando-se ao cumprimento da pena, mas sem se declarar culpada ou inocente em relação ao esquema fraudulento.

Que esse caso sirva como lição para que laboratórios diagnósticos sempre procurem inovações tecnológicas, mas lembrem-se de serem transparentes e honestos em suas descobertas.

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